No próximo dia 14 de novembro é comemorado o Dia Mundial do Diabetes. A data tem como objetivo conscientizar ainda mais a população sobre os perigos dessa doença, que segundo os últimos dados da Sociedade Brasileira de Diabetes, atinge cerca de 10% da população brasileira adulta.

Segundo um outro estudo, publicado recentemente pela American Heart Association, concluiu que o paciente que sofre com o diabetes tem até duas vezes mais risco de desenvolver alguma doença cardíaca. A pesquisa ainda mostrou que a taxa de mortalidade relacionada com doenças cardíacas, em diabéticos com mais de 65 anos, é de 68% e, aproximadamente, 50% dos adultos com diabetes também desenvolvem alguma doença cardiovascular fatal.

O cirurgião cardíaco de São Paulo, Marcelo Sobral, explica que o metabolismo do diabetes resulta em partículas de gordura que são quimicamente modificadas e tóxicas à parede da artéria. Essas partículas de gordura modificadas e tóxicas são absorvidas pelas células dentro da parede da artéria e por isso, o diabetes é um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares como infarto, acidente vascular cerebral (AVC) e entupimento de artérias, especialmente das pernas e pés, além de formação de aneurismas (dilatação de um vaso sanguíneo).

“Quando o diabetes se instala no organismo, ele potencializa outras condições de risco, como a pressão alta e o colesterol elevado. É como se essa doença fosse uma espécie de combustível perverso, difícil de ser removido, possível de ser controlado, porém, pronto para causar muitos problemas”, completa o cirurgião cardíaco.

Segundo o especialista, o diabetes tipo II oferece ainda mais risco para o aparecimento de doenças cardiovasculares. “Por isso a má alimentação, falta de atividade física regular e de acompanhamento médico adequado são hábitos que devem ser modificados”, finaliza Sobral.

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