Recentemente, o vídeo de um paciente com CDI (desfibrilador implantado) sofrendo uma arritmia maligna viralizou. Logo após a arritmia, o paciente desmaia e, em seguida, recebe o choque do aparelho, conseguindo se recuperar bem rápido e até sair andando. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas (Sobrac), divulgados em 2016, mais 20 milhões de brasileiros sofrem algum tipo de arritmia cardíaca, doença responsável por mais de 320 mil mortes súbitas todos os anos no país.

De acordo com o cirurgião cardíaco de São Paulo, Marcelo Sobral, o cardioversor desfibrilador implantável (CDI) é um dispositivo implantado dentro do corpo, que pode salvar a vida de pacientes que sofrem com ritmo cardíacos anormais, potencialmente fatais. “Quando o CDI identifica um ritmo cardíaco anormal ele aplica um choque elétrico breve e intenso ao coração, corrigindo o ritmo cardíaco na mesma hora”, completa o especialista.

Marcelo explica que o CDI é composto por duas partes, o gerador de impulso, que parece uma pequena caixa e é implantado sob a pele, geralmente, abaixo da clavícula esquerda e os cabos-eletrodos (minúsculos fios isolados), que são implantados com dois propósitos: carregar sinais de informação do seu coração ao dispositivo cardíaco e, quando necessário, carregar pulsos elétricos ao seu coração. A aplicação do CDI é feita numa sala de operação e, atualmente, é classificada como uma pequena cirurgia, em que o gerador de impulso é inserido através de uma pequena incisão sob a pele e os elétrodos, introduzidos através das veias, oferecendo assim, a possibilidade de incisão sem precisar abrir, cirurgicamente, o peito.

Além disso, o especialista explica que após ser implantado, a equipe médica monitora a condição clínica do paciente muito cuidadosamente e também disponibiliza um cartão com informações sobre a marca e o modelo do aparelho, no caso de ocorrer alguma emergência.

“Os CDI’s devem ser verificados e reprogramados periodicamente para melhorar o seu desempenho. No entanto, não é necessário qualquer intervenção cirúrgica, uma vez que essa verificação é feita através de transmissores de rádio frequência,  que se comunicam com um computador externo localizado no consultório ou na clínica do seu médico, que é usado para programar o dispositivo cardíaco e recuperar informações do seu dispositivo, as quais auxiliarão o seu médico em seu tratamento”, finaliza Sobral.

 

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